sábado, 11 de maio de 2013


O maior coqueiral do mundo

Na Floresta Amazônica, a Sococo tem 1 milhão de pés plantados – que devem render neste ano mais de 120 milhões de frutos

por Luciana Franco | Fotos João Ramid*, de Moju (PA)
Editora Globo
Alguns mitos da coqueicultura brasileira caíram por terra nos últimos 30 anos. O primeiro a ser abatido foi o de que coqueirais a perder de vista só se encontram no Nordeste, de preferência à beira-mar. Hoje, a maior área contínua de cultivo do mundo se encontra no meio da Floresta Amazônica, no Pará. Outro mito, disseminado pelo baião que diz “Oi, trepa no coqueiro, tira coco...”, também não resiste à realidade: agora, nos plantios comerciais, os cocos são apanhados com varas metálicas muito compridas, manejadas por trabalhadores com os pés firmes no chão. 
Editora Globo
Essas e outras mudanças aconteceram depois que o empresário Emerson Tenório, decidido a ampliar a produção de cocos que mantinha em Alagoas, procurou o Institut de Recherches pour les Huiles et Oléagineux (IRHO), da França, especialista em palmáceas, para estudar qual região no território nacional era a mais adequada para receber novos plantios. Como resultado da pesquisa, em 1979 foi instalada, no município de Moju, a 110 quilômetros de Belém, a primeira fazenda da Sococo no Pará, na área apontada como a mais apropriada para a cultura por suas condições edafoclimáticas. “Criamos uma nova opção de coqueicultura, planejada e sustentável, no norte do Brasil”, diz Tenório, presidente da Sococo, empresa que lidera o mercado de derivados de coco no país.

O plantio no Pará foi iniciado em 1981 em cerca de 800 hectares, destinados inicialmente à produção de coco seco. A iniciativa se mostrou acertada: hoje, 34 anos depois de implantar o cultivo em Moju, a empresa tem 1 milhão de pés, distribuídos por 6.000 dos 20.000 hectares da fazenda; os outros 14.000 hectares são de reserva ambiental. Em 2012, foram colhidos na fazenda paraense 110 milhões de frutos, volume que deve alcançar entre 120 milhões e 150 milhões em 2013. “Tivemos seca no ano passado, o que não deve acontecer novamente este ano”, diz Lins. “Um coqueiro precisa de pelo menos 250 litros de água por dia para se desenvolver adequadamente, e o índice pluviométrico de Moju, em geral, atende às necessidades da planta.”

Na fazenda são cultivadas variedades híbridas (obtidas do cruzamento entre as variedades gigante e anão). A opção pelos híbridos se deu em função das vantagens dessa espécie em alcançar maior rendimento por hectare. “Enquanto a média nacional de produtividade do coqueiro-gigante oscila entre 40 e 120 cocos por pé ao ano, aqui na fazenda conseguimos chegar até 220”, explica Lins. Além disso, os coqueiros híbridos possuem dupla aptidão: produzem tanto a água como o coco seco e são mais precoces. Por esse motivo tem sido a variedade mais plantada no Brasil e já responde por 70% da área de cultivo do país.

META AMBICIOSA
Com o êxito da produção da fazenda de Moju, e após investimento na construção de uma unidade industrial em Ananindeua, também no Pará, para onde seguem 400 mil cocos por dia – dos quais se extraem água, coco seco, fibra e óleo –, em 2007 a empresa implantou um novo coqueiral no Estado, desta vez no município de Santa Isabel, com 2.000 hectares de coco-anão para produção de água. Também foram construídas duas novas unidades industriais em Ananindeua para envase de água. Neste ano, a empresa investirá ainda R$ 120 milhões para duplicar a produção de água de coco e ampliar sua participação no segmento, que atualmente é de 53% do mercado. “Queremos aumentar a produção de água de 37 milhões de litros, em 2012, para mais de 70 milhões de litros, em 2016”, estima Paulo Roberto Maya Gomes, diretor comercial do grupo.

Os investimentos na produção de água refletem o bom desempenho das vendas desse segmento dentro e fora do Brasil. “O potencial desse mercado é extraordinário, por ser um produto natural, cujas vendas crescem mais que as de refrigerantes e de energéticos”, avalia Francisco Porto, presidente do Sindicato Nacional dos Produtores de Coco do Brasil (Sindcoco). O país consumiu em 2010 aproximadamente 60 milhões de litros de água de coco, o que colocou o consumo per capita no país em 0,32 litro por pessoa ao ano (para efeitos de comparação, o de refrigerante se situa em 2,79 litros por pessoa anuais). Em 2012, a estimativa do Sindcoco é que o mercado interno tenha consumido 90 milhões de litros de água de coco, elevando o consumo per capita para 0,47 litro.

A Sococo tem como desafio ampliar sua presença internacional sem desabastecer as gôndolas brasileiras. “Investimos na expansão da área de cultivo com a finalidade de crescer lá fora. Nossa meta é produzir, em 2015/2016, cerca de 72 milhões de litros de água de coco envasada, o que nos dará amplas condições de participar dos dois mercados”, diz Tenório. As vendas externas são, em sua maioria, para o mercado americano, que já compra 50 milhões de litros da bebida por ano.

Com faturamento superior a R$ 600 milhões em 2012, a Sococo mantém 4 mil funcionários nas fazendas e fábricas do Pará e na sede em Maceió. “Queremos partir para o mercado externo mantendo a liderança interna ”, diz Tenório. Em relação ao Brasil, o que não falta é otimismo. “Acreditamos que existe potencial de crescimento para qualquer produto alimentício no país, pois estamos vivendo um período de grandes oportunidades para o aumento do consumo em todas as faixas sociais”, acrescenta. Ele acredita que a migração de pessoas das classes D e E para a classe C – reforçada nos últimos anos – contribuiu para ampliar o consumo de água de coco.

“Acreditamos que o potencial de crescimento desse segmento seja de 12% ao ano nos próximos anos”, completa Lins. A Sococo é atualmente a maior envasadora de água de coco do Brasil. Dentre as principais estratégias adotadas pela empresa destacam-se a verticalização das fazendas e o cuidado do plantio ao envase, ações consideradas por Tenório como primordiais para a valorização do setor e o reforço no posicionamento das marcas, em especial a água.

A produção de água, por sinal, tem incentivado novos plantios em todo o país, o que ajudou o Brasil a subir no ranking geral dos maiores produtores de coco do mundo. Saiu da décima posição, que ocupava em 1990, para o quarto lugar, em 2011, com uma safra estimada em 2,8 milhões de toneladas de coco, atrás apenas da Indonésia (que produz 19,5 milhões de toneladas), das Filipinas (que tem safra anual de 15,3 milhões) e da Índia (que colhe 10,8 milhões de toneladas de coco ao ano). Considerada apenas a produção de água de coco, o Brasil é líder mundial e movimenta R$ 450 milhões com esse negócio. 
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Tenório visita a fazenda no interior do Pará uma vez por semana
INGREDIENTE NOBRE A Sococo tem investido fortemente em marketing para chamar a atenção sobre os outros derivados do coco (um coco seco rende 125 gramas de coco ralado integral, por sua vez utilizado na produção de coco ralado – adoçado ou não –, leite de coco e óleo de coco). Faz isso com campanhas de valorização do coco como ingrediente nobre da culinária brasileira e internacional. “Essa é uma percepção que vem sendo reforçada pela própria gastronomia, que coloca os pratos com coco em destaque nos melhores cardápios”, avalia Tenório.

No caso do segmento de coco ralado, a Sococo respondeu por 52% das vendas nacionais, de 35.000 toneladas, em 2012. “É um setor que cresce a taxas de 5% ao ano, mas que ainda sofre com a entrada de produto de baixa qualidade no Brasil”, diz o empresário. A entrada de coco seco oriundo dos países asiáticos é vista com preocupação pelos agentes da cadeia brasileira da coqueicultura. “O mundo inteiro é muito zeloso em relação à importação de alimentos, faz exigências, mas o Brasil parece ter pouca atenção ao que compra do resto do mundo”, comenta Tenório. 
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Com produção e consumo estimados em 35.000 toneladas no mercado interno, o Brasil importou no ano passado 10.000 toneladas de coco seco, principalmente da Indonésia e do Vietnã, que respondem por 50% das vendas para o país. “As importações são desnecessárias e prejudiciais à indústria nacional, que atende às exigências da Anvisa, enquanto as importações são feitas sem fiscalização sanitária. Estamos há anos lutando contra as compras fora do país”, afirma Francisco Porto, do Sindcoco. 
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JEGUE TEM ATÉ FÉRIAS 

Editora Globo
Se em muitas regiões do país os jegues perderam sua função na agricultura, na Sococo eles continuam valorizados. “Na época das chuvas, que vai de janeiro a maio, eles fazem o trabalho bem melhor que qualquer trator”, diz Jurandir Rabelo de Araújo, veterinário que cuida dos 300 animais que auxiliam os funcionários nos trabalhos de campo. “Todos são treinados individualmente para a atividade que vão exercer“, diz Araújo. E, como a colheita é feita em dupla – um funcionário e um animal –, é o próprio trabalhador que dá o nome e treina seu animal. “Quando o funcionário sai de férias, o jegue fica também 30 dias descansando”, conta o veterinário.

Na colheita, o jegue aguarda que os cestos que carrega sejam preenchidos. Depois, vai até um trator na beira da estrada, onde o trabalhador descarrega os cocos. Antes de descansarem, recebem uma ducha e a refeição noturna. Também têm plano de carreira: os mais velhos saem da colheita e passam a realizar tarefas mais leves.
Fonte: Revista Globo Rural


The world's largest coconut

In the Amazon Rainforest, Sococo has 1 million feet planted - that should yield this year more than 120 million fruit
by Luciana Franco | John Ramid * Photos of Moju (PA)
Some myths coqueicultura Brazilian fell to the ground in the last 30 years. The first to be killed was that to lose sight of coconut trees are found only in the Northeast, preferably at sea. Today, the largest continuous area of ​​cultivation in the world is in the middle of the Amazon rainforest in Para Another myth spread by balloon that says "Hi, climb the coconut tree, coconut strip ..." also does not stand up to reality: now in commercial plantations, coconuts are picked up with metal rods too long and managed by workers with their feet firmly on the ground.
These and other changes happened after the businessman Emerson Tenorio, decided to expand the production of coconuts kept in Alagoas, sought the Institut de Recherches pour les Huiles et oléagineux (IRHO), of France, a specialist in palm trees, to study the region in which territory was the most appropriate to receive new plantings. As a result of the research, was installed in 1979 in the municipality of Moju, 110 kilometers from Bethlehem, the first farm Sococo of Pará, in the area identified as the most suitable for the cultivation of their soil and climatic conditions. "We created a new option coqueicultura, planned and sustainable, in northern Brazil," says Tenorio, President of Sococo, the company that leads the market derived from coconut in the country.
The plantation in Pará was started in 1981 at about 800 acres, originally intended for the production of dried coconut. The initiative proved to be correct: today, 34 years after implant cultivation Moju, the company has 1 million feet, spread over 6,000 of the 20,000 acres of the farm, the others are 14,000 acres of environmental reserve. In 2012, samples were collected at the farm Para 110 million fruit volume should reach between 120 million and 150 million in 2013. "We had a drought last year, which should not happen again this year," says Lins. "A coconut tree needs at least 250 liters of water per day to develop properly, and rainfall of Moju generally meets the needs of the plant."
On the farm are cultivated hybrid varieties (obtained from a cross between the giant and dwarf varieties). The option for the hybrids was due to the advantages of this kind at achieving higher yield per hectare. "While the national average productivity of the giant coconut palm is between 40 and 120 coconuts per foot per year, here on the farm could get to 220," said Lins. In addition, coconut hybrids have dual purpose: they produce as much water and is dried coconut earlier. For this reason has been most cultivated in Brazil and now accounts for 70% of the cultivated area of ​​the country.
AMBITIOUS GOAL
With the successful production of farm Moju and after investing in the construction of an industrial plant in Anantapur, also in Pará, where follow 400 000 coconuts per day - of which extract water, dry coconut, fiber and oil - in 2007, the company implemented a new coconut trees in the state, this time in the municipality of Santa Isabel, with 2,000 acres of dwarf coconut for water production. Were also built two new plants in Anantapur for bottling water. This year, the company will invest U.S. $ 120 million to double the production of coconut water and increase its share in the segment, which is currently 53% of the market. "We want to increase the water production of 37 million liters in 2012 to more than 70 million liters in 2016," estimates Maya Paulo Roberto Gomes, commercial director of the group.
Investments in water production reflect the good sales performance of this segment within and outside Brazil. "The potential of this market is extraordinary, being a natural product, whose sales grow more than the soft drinks and energy," says Francisco Harbour, president of the National Farmers Union of Coco Brazil (Sindcoco). The country consumed in 2010 approximately 60 million liters of coconut water, which put the per capita consumption in the country at 0.32 liters per person per year (for comparison, the refrigerant is situated on 2.79 liters per person per year). In 2012, the estimated Sindcoco is that the market has consumed 90 million liters of coconut water, increasing per capita consumption to 0.47 liters.
The Sococo is challenged to expand its international presence without the gondolas desabastecer Brazilian. "We invested in expanding the area under cultivation in order to grow abroad. Our goal is to produce, in 2015/2016, about 72 million liters of bottled coconut water, which will give us ample conditions to participate in both markets, "said Tenorio. Foreign sales are mostly for the American market, which already buys 50 million liters of the drink per year.
With revenues exceeding U.S. $ 600 million in 2012, Sococo has 4000 employees on farms and factories of Pará and headquarters in Maceió. "We want to go to foreign markets keeping the internal leadership," said Tenorio. Regarding Brazil, which is not lack optimism. "We believe there is growth potential for any food product in the country, because we are living in a period of great opportunities for the increased consumption on all tracks social," he adds. He believes that the migration of people from classes D and E to class C - reinforced in recent years - has contributed to increase the consumption of coconut water.
"We believe that the growth potential of this segment is 12% per annum in the coming years," added Lins. The Sococo is currently the largest filler of coconut water from Brazil. Among the key strategies adopted by the company stand out from the vertical farms and care from planting to bottling actions considered by Tenorio as fundamental to enhancing the sector and strengthening the brand positioning, especially water.
The production of water, by the way, has encouraged new plantings around the country, which helped Brazil to rise in the overall ranking of the largest producers of coconut in the world. He left the tenth position, it held in 1990 to fourth in 2011, with a yield estimated at 2.8 million tons of coconut, behind Indonesia (producing 19.5 million tonnes), the Philippines ( which has annual harvest of 15.3 million) and India (which harvests 10.8 million tonnes per year of coconut). Considered only the production of coconut water, Brazil is a world leader and moves R $ 450 million from this business.
Tenorio visits the farm in Pará once a week
INGREDIENT NOBLE
The Sococo has invested heavily in marketing to draw attention to the other derivatives of coconut (one dry coconut yields 125 grams of grated coconut integral in turn used in the production of coconut - sweetened or not - coconut milk and oil coconut). Does this with campaigns appreciation of coconut as an ingredient noble Brazilian and international cuisine. "This is a perception that has been reinforced by the very food that puts the dishes with coconut highlighted the best menus," says Tenorio.
In the case of segment grated coconut, Sococo accounted for 52% of domestic sales of 35,000 tons in 2012. "It is a sector that is growing at a rate of 5% per year, but it still suffers from the entry of low-quality product in Brazil," says the entrepreneur. The entry of dry coconut coming from the Asian countries is viewed with concern by the agents of the Brazilian chain coqueicultura. "The world is very zealous for the importation of food, makes demands, but Brazil seems to have little attention to buying the rest of the world," said Tenorio.
With production and consumption estimated at 35,000 tons in the domestic market, Brazil imported last year 10,000 tons of dry coconut, mainly from Indonesia and Vietnam, which account for 50% of sales to the country. "Imports are unnecessary and harmful to the domestic industry, which meets the requirements of ANVISA, while imports are made without sanitary inspection. We're fighting for years against purchases outside the country, "said Francisco Port of Sindcoco.
 Jegue HAVE TO VACATION
 In many regions of the country the donkeys lost their function in agriculture, they continue Sococo valued. "During the rainy season, which runs from January to May, they do the job better than any tractor," says Jurandir Rabelo de Araújo, veterinarian who takes care of 300 animals that assist employees in the work field. "All are individually trained for the activity that will engage," said Araujo. And, as the harvesting is done in pairs - an employee and an animal - it is the worker who gives his name and train your pet. "When the employee goes on vacation, the donkey is also 30 days resting," says the vet.
At harvest, the donkey waits for carrying baskets are filled. Then go to a tractor on the roadside, where the worker unloads the coconuts. Prior to rest, get a shower and evening meal. Also have a career plan: the older leaves of the crop and start to perform lighter tasks.
Source: Globo Rural magazine

sexta-feira, 10 de maio de 2013


Populações de tartarugas marinhas crescem no Brasil, diz Projeto Tamar

Espécie que estava ameaçada de extinção, as desovas de tartarugas-oliva nas praias de Sergipe aumentou de 100 para 2 mil nos últimos 30 anos

por Agência Brasil
Projeto Tamar/ABr
(Foto: Projeto Tamar/Ag. Brasil)
Espécie que estava ameaçada de extinção, as desovas de tartarugas-oliva nas praias de Sergipe aumentou de 100 para 2 mil nos últimos 30 anos. De acordo com levantamento do Projeto Tamar, responsável pela conservação das cinco espécies de tartarugas marinhas existentes na costa brasileira, nos últimos cinco anos, todas elas mostraram recuperação dos ciclos reprodutivos. 

“Quando chegamos, as populações estavam diminuindo. Agora a reprodução está aumentando. Hoje, algumas espécies têm 20 vezes mais tartarugas do que quando chegamos. Podemos ver isso pelo número de ninhos que têm nas praias”, disse Guy Marcovaldi, coordenador nacional do Tamar. 

Marcovaldi não exita em afirmar que os números refletem a atuação das equipes do projeto que completa 33 anos. Mas, segundo o próprio pesquisador, as ameaças às espécies de tartarugas no país não cessaram. Há três décadas, o risco era a matança direta dos ovos e dos animais. Atualmente, além dessa prática - que parecia extinta, mas está sendo retomada em algumas regiões, como no litoral norte do Ceará - biólogos e técnicos têm observado outras ameaças provocadas pela ocupação do litoral.
Projeto Tamar/ABr
(Foto: Projeto Tamar/Ag. Brasil)
“Começaram a surgir muitas casas onde as tartarugas desovam e devido à luz causam problemas, afetando o comportamento das tartarugas. Elas são guiadas pela luz mais forte e, ao invés de retornarem para o mar, migram na direção da praia”, explicou ele. O problema é mais frequente em algumas regiões, como no litoral norte da Bahia, por conta do aumento da população. Mas, Marcovaldi alerta que o risco está em todas as praias de desova ocupadas tanto por residências quanto por portos, por exemplo, como é o caso do litoral capixaba.
A pesca também se mantém como uma das principais ameaças. Muitas vezes, sem a intenção, os pescadores acabam capturando tartarugas durante a atividade. O problema tem sido enfrentado de três maneiras pelos pesquisadores do Tamar. Segundo Marcovaldi, a estratégia mais radical e menos aplicada é o deslocamento dos pescadores para áreas onde não existem tartarugas. 

“Outra forma é o pescador se acostumar a livrar a tartaruga e devolvê-la para o mar e isso tem acontecido com bastante frequência”, disse, acrescentando que ainda é possível reduzir os riscos, mudando os apetrechos utilizados na pesca. O anzol circular, por exemplo, diminui em 70% o risco de captura involuntária, pelo formato da peça que impede o encaixe na boca da tartarugas. 

Os resultados e novos desafios do Tamar foram apresentados nesta sexta-feira (14/12), durante uma homenagem aos 33 anos do projeto, no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas, na Praia do Forte, na Bahia. Uma das iniciativas que devem ser destacadas é o rastreamento de tartarugas por satélite, iniciada há um mês. 

“Soltamos um filhotinho de cabeçuda no norte da Bahia, que já esta no sul da Bahia, na região de Abrolhos e deve chegar em Santa Catarina. No mês que vem, vamos ter mais seis tartarugas rastreadas e queremos descobrir para onde os filhotes seguem, depois que nascem. Vai ser importante saber essa rota e adotar medidas de proteção”, explicou Marcovaldi.
A homenagem vai começar com a soltura do filhote de número 15 milhões nascido no laboratório do projeto, simbolizando o número de tartaruguinhas liberadas no mar desde a criação do Tamar.
Fonte: Revista Globo Rural

Sea turtle populations grow in Brazil, says Tamar
Species was threatened with extinction, the turtle nests on the beaches of Olive Sergipe increased from 100 to 2000 in 30 years
Agency for Brazil
Species was threatened with extinction, the turtle nests on the beaches of Olive Sergipe increased from 100 to 2000 over the past 30 years. According to a survey of the Tamar Project, responsible for the conservation of the five species of sea turtles exist along the Brazilian coast, in the last five years, all of them showed recovery of reproductive cycles.
"When we arrived, people were dropping. Now playback is increasing. Today, some species have 20 times more turtles than when we arrived. We can see this by the number of nests that have the beaches, "said Guy Marcovaldi, national coordinator of the Tamar.
Marcovaldi no hesitation in saying that the numbers reflect the performance of project teams to complete 33 years. But according to the researcher, the threats to the species of turtles in the country did not cease. For three decades, the risk was the direct killing of eggs and animals. Currently, in addition to this practice - which seemed extinct, but is being revived in some regions, such as the northern coast of Ceará - biologists and technicians have observed other threats caused by the occupation of the coast.
"Began to emerge many homes where turtles lay their eggs due to light and cause problems, affecting the behavior of turtles. They are guided by light stronger and instead of returning to the sea, migrate toward the shore, "he explained. The problem is more common in some regions such as the north coast of Bahia, on account of the increase in population. But Marcovaldi warns that the risk is all nesting beaches occupied by both residential as per ports, for example, such as the coast of Espírito Santo.
Fishing also remains a major threat. Often, without intent, fishermen end up capturing turtles during activity. The problem has been addressed in three ways by researchers at the Tamar. According Marcovaldi, the more radical strategy is applied and less displacement of fishermen to areas where there are no turtles.
"Another way is the fisherman get used to rid the turtle and return it to the sea and this has happened quite often," he said, adding that it is possible to reduce the risks by changing the gear used in the fishery. The circle hook, for example, decreases by 70% the risk of unintentional catch, the shape of the fitting part prevents the mouth of turtles.
The results and new challenges of Tamar were presented on Friday (14/12) during a tribute to the 33 years of the project, the National Center for Research and Conservation of Sea Turtles in Praia do Forte, Bahia. One of the initiatives that should be highlighted is the satellite tracking of turtles, which began a month ago.
"We release a puppy of loggerhead in northern Bahia, which is already in the south of Bahia, in the Abrolhos and should arrive in Santa Catarina. Next month, we'll have six more turtles tracked and we want to find out where the puppies follow after they are born. It will be important to know this route and adopt protective measures, "explained Marcovaldi.
The tribute will begin with the release of the puppy number 15 million born in the laboratory design, symbolizing the number of hatchlings released into the sea since the creation of the Tamar.
Source: Globo Rural magazine

quinta-feira, 9 de maio de 2013


Brasileiro é o novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio

Roberto Azevêdo foi eleito com apoio dos Brics, de países de língua portuguesa e de várias nações da América Latina, da Ásia e da África

por Da Agência Brasil
Embaixador Roberto Carvalho de Azevêdo, novo diretor-geral da OMC
Organização Mundial do Comércio elegeu nesta terça-feira (7/5) o diretor-geral da entidade. O escolhido é o embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, de 55 anos. O brasileiro disputou com o mexicano Herminio Blanco, de 62 anos.
O novo diretor-geral assume o cargo em 31 de agosto substituindo o francês Pascal Lamy. A eleição foi disputada até o último minuto. O número de votos obtido pelo brasileiro só deve ser revelado mais tarde. 

Azevêdo teve apoio do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além dos países de língua portuguesa e de várias nações da América Latina, da Ásia e da África. Desde 2008, ele é representante permanente do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC). Azevêdo está diretamente envolvido em assuntos econômicos e comerciais há mais de 20 anos.
Na eleição da OMC, cada um dos 159 países que integram o órgão vota no nome de sua preferência. Para vencer, é preciso ter um mínimo de 80 votos.
Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e do México, Enrique Peña Nieto, participaram diretamente das negociações, dando telefonemas e conversando com os líderes mundiais.
Trajetória
Roberto Carvalho de Azevêdo é formado em engenharia elétrica na Universidade de Brasília e em Relações Internacionais no Instituto Rio Branco. Desde 2008 é diplomata de carreira e representante permanente do Brasil na OMC. Ele está diretamente envolvido em assuntos econômicos e comerciais há mais de 20 anos. 

Ele também representa o Brasil em outras organizações internacionais como a Organização Mundial da Propriedade Intelectual, o Conselho das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) e a União Internacional de Telecomunicações (UIT). 

Entre 2005 e 2006, Azevêdo foi chefe do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), e também comandou a delegação brasileira nas negociações da Rodada Doha da OMC sobre liberalização de mercados, sobretudo envolvendo subsídios agrícolas. Desde o lançamento da Rodada Doha, ele esteve presente em quase todas as conferências.
Fonte: Revista Globo Rural.

Brazil is the new director general of the World Trade Organization

Roberto Azevedo was elected with the support of the BRICs, the Portuguese-speaking countries and several countries in Latin America, Asia and Africa
by Agência Brazil

Ambassador Roberto Carvalho de Azevedo, new director general of the WTO
The World Trade Organization elected on Tuesday (7/5) the director-general of the organization. The choice is Brazilian Ambassador Roberto Carvalho de Azevedo, 55. The Brazilian made with Mexican Herminio Blanco, 62.

The new director-general takes office on August 31, replacing Frenchman Pascal Lamy. The election was disputed until the last minute. The number of votes obtained by the Brazilian should only be revealed later.

Azevedo had group support BRICs (Brazil, Russia, India, China and South Africa), and the Portuguese-speaking countries and several countries in Latin America, Asia and Africa. Since 2008, he is the Permanent Representative of Brazil in the World Trade Organization (WTO). Azevedo is directly involved in economic and commercial affairs for over 20 years.

In the election of the WTO, each of the 159 countries that make up the national vote in the name of your choice. To win, you must have a minimum of 80 votes.

The presidents of Brazil, Dilma Rousseff, and Mexico, Enrique Peña Nieto, participated directly in the negotiations, making phone calls and talking to world leaders.

Trajectory
Roberto Carvalho de Azevedo's degree in electrical engineering at the University of Brasilia and International Relations at the Instituto Rio Branco. Since 2008 is a career diplomat and Permanent Representative of Brazil to the WTO. He is directly involved in economic and commercial affairs for over 20 years.

It also represents Brazil in international organizations like the World Intellectual Property Organization, the United Nations Council for Trade and Development (UNCTAD) and the International Telecommunication Union (ITU).

Between 2005 and 2006, Azevedo was head of the Economic Department of the Ministry of Foreign Affairs (Foreign Ministry), and also led the Brazilian delegation in the negotiations of the Doha Round of WTO liberalization of markets, particularly involving agricultural subsidies. Since the launch of the Doha Round, it was present in almost all conferences.

Source: Globo Rural magazine.


quarta-feira, 8 de maio de 2013


Preços do robusta estão firmes mesmo em início de colheita

Necessidade de compra pela indústria é maior que a do produtor em vender

por Globo Rural On-line
Roberto Seba
Colheita do café foi iniciada no Brasil, mas preços seguem firmes no mercado (Foto: Shutterstock)
Mesmo com o início da colheita, as cotações do café robusta seguem firmes no mercado brasileiro, segundo levantamento do Cepea. Isso porque a necessidade de aquisição por parte dos compradores tem se mostrado mais urgente que a dos produtores em vender o produto. Assim, muitos cafeicultores têm se mantido firmes, à espera depreços maiores.

Na última quarta-feira (17/4), o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 251,58 por saca de 60 kg, alta de 0,73% em relação à quarta anterior. O tipo 7/8 bica corrida finalizou a R$ 246,15 por saca, avanço de 0,67% no período – ambos à vista e a retirar no Espírito Santo.
 Fonte: Revista Globo Rural

Prices are firm robust even in early harvest
Need to purchase by industry is higher than the producer to sell
by Globo Rural Online

Coffee harvest has started in Brazil, but firm prices follow the market (Photo: Shutterstock)
Even at the beginning of harvest, the price of robusta coffee firm follow in the Brazilian market, according to the survey Cepea. This is because the need to purchase from buyers has been more urgent that the producers sell the product. Thus, many growers have remained steadfast, waiting for higher prices.

In last Wednesday (17/4), the indicator CEPEA / ESALQ the robust type 6 sieve above 13 closed at R $ 251.58 per bag of 60 kg, up 0.73% compared to the fourth before. The 7/8 spout race ended at R $ 246.15 per bag, advancing 0.67% in the period - both spot and remove the Holy Spirit.

Source: Globo Rural magazine


terça-feira, 7 de maio de 2013


Safra mundial de soja pode ser recorde

Produtividade média no centro-sul do Brasil foi acima do esperado

por Globo Rural On-line
 Shutterstock
Produtores do centro-sul do Brasil estão satisfeitos com os resultados da safra atual
Condições climáticas favoráveis e boa produtividade das lavouras da América do Sul apontam que as estimativas de produção podem ser reajustadas nas próximas divulgações oficiais, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com a colheita da soja praticamente finalizada, o Brasil teve uma produtividade com níveis acima do esperado no Centro-Sul. No geral, segundo informações do Cepea, produtores estão satisfeitos com o resultado da safra atual, pelo menos em termos de rendimento agrícola. A produção da oleaginosa deixou a desejar apenas nas regiões Norte e Nordeste do país.

Outro fator que contribui para a expectativa de safra recorde mundial é o atraso no cultivo de milho nos Estados Unidos - segundo maior produtor de soja do mundo. Parte da área pode ser direcionada para a soja, de acordo com levantamento dos pesquisadores. Resta avaliar o desenvolvimento das lavouras e o impacto em produtividade.

No Brasil, o fator preço é que está abaixo do esperado, tanto que as quedas de semanas anteriores afastaram vendedores do mercado. É esperado que a Conab reajuste ligeiramente as estimativas de oferta em suas próximas divulgações.


*Com informações do Cepea
 Fonte: Revista Globo Rural


Global soybean crop may be record

AVERAGE PRODUCTIVITY IN CENTRAL SOUTH OF BRAZIL IS EXPECTED ABOVE
by Globo Rural Online

Producers of south-central Brazil are satisfied with the results of the current crop
Favorable weather and good crop yields in South America indicate that estimates of production can be adjusted in the next releases official, according to the Center for Advanced Studies in Applied Economics (Cepea).

With the soybean harvest almost complete, Brazil had a productivity levels higher than expected in the Mid-South. Overall, according to information from Cepea, producers are pleased with the outcome of the current crop, at least in terms of agricultural income. The production plant left to be desired only in the North and Northeast.

Another contributing factor to the expected record harvest worldwide is the delay in the cultivation of corn in the United States - second largest producer of soybeans in the world. Part of the area can be targeted for soybeans, according to a survey of researchers. It remains to evaluate the development of crops and impact on productivity.

In Brazil, the price factor is that it is lower than expected, so that falls previous weeks away from market vendors. It is expected that the adjustment slightly Conab estimates offer in their next releases.


* With information from Cepea

  Source: Globo Rural magazine

sábado, 4 de maio de 2013

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/05/1273348-tachado-de-louco-agricultor-de-sc-revolucionou-plantio-no-brasil.shtml>. Acesso em: 04 mai. 2013. (Folha de São Paulo)
04/05/2013 - 03h00

Tachado de louco, agricultor de SC 'revolucionou' plantio no Brasil

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WILHAN SANTIN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM LONDRINA

Inconformado com a perda de terras férteis para a erosão, o agricultor Herbert Bartz viajou à Europa e aos EUA nos anos 1970 em busca de um sistema que permitisse a conservação do solo.
Quando começou a plantar sem retirar da terra a palha da safra anterior, foi tachado de louco. Hoje o plantio direto está em 85% da área plantada no país.
Sem diploma universitário, ele recebeu nesta semana, por ter consolidado o Brasil como referência mundial em plantio direto, o título de doutor honoris causa da Universidade Estadual de Londrina.
*
Nasci em Rio do Sul (SC), em 1937. Sou filho de alemães. Minha mãe era enfermeira, enviada ao país pela Cruz Vermelha. Meu pai, um imigrante que fugiu da crise de 1929.
Quando tinha um ano, fomos morar na Alemanha para minha mãe tratar uma doença no coração. A ideia era logo voltar ao Brasil. Mas, quando acabou o tratamento, a Segunda Guerra Mundial havia começado. Fomos impedidos de deixar o país.
Em 1945, meu pai foi convocado pelo exército alemão e enviado à Rússia. Foi capturado e feito prisioneiro. Com minha mãe e quatro irmãos, fomos morar em Dresden, com meus avós maternos.

Herbert Bartz

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Sergio Ranalli/Folhapress
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O agricultor Herbert Bartz em solo com palha, característica do sistema de plantio direto
Na noite de 13 de fevereiro houve um grande bombardeio aéreo dos aliados a Dresden. A cidade inteira foi incendiada. Ficamos no porão de uma casa. Éramos 15. O calor chegava a 80ºC por causa do fogo na parte externa. Sobrevivemos porque senhoras jogavam água sobre a gente.
Quando saí, vi esqueletos queimados sobre o asfalto.
Meu pai foi libertado da Rússia em 1948, pesando 44 quilos. Minha mãe morreu em 1958 e meu pai decidiu que era o momento de buscar prosperidade no Brasil. Abandonei a faculdade de engenharia hidráulica no primeiro ano e chegamos em 1960.
Em Rolândia (PR), comprou um sítio, que chamou de Rhenânia, região da Alemanha onde vivíamos.
Sergio Ranalli/Folhapress
O agricultor Herbert Bartz em solo com palha, característica do sistema de plantio direto
O agricultor Herbert Bartz em solo com palha, característica do sistema de plantio direto
O café era o produto principal do norte paranaense. O sítio tinha 5.000 pés. Colhemos e erradicamos os cafezais. Percebemos que não nos adaptaríamos ao trabalho braçal que o café exigia.
Passamos a criar porcos e a plantar milho, arroz e trigo. Em 1964, comprei o primeiro saco de semente de soja.
Mas a prosperidade não chegava. Havia geadas e doenças como a febre aftosa.
Meu pai desanimou. Insisti em viver da terra. Em 1966 ele arrendou o sítio para mim. Investi em máquinas, arrendei terras dos vizinhos e passei a trabalhar mais ainda.
Porém as grandes perdas com a erosão me aborreciam muito. A prática era preparar o solo, deixando-o nu para fazer o plantio, e a cada chuva a terra era levada para os rios.
Numa noite de outubro de 1971, constatei que ou essa situação mudava ou não daria mais. Uma grande chuva estava se formando. Sempre que isso acontecia eu não conseguia dormir. Levantei e fui olhar a lavoura.
Foi uma tromba-d'água. Vi a água levando a terra e sementes recém-plantadas.
No Brasil, não havia solução para a erosão. Tinha que ver fora do país.
Na Alemanha não encontrei nada. Na Inglaterra vi agricultores que colhiam trigo e deixavam a palha no chão, mas a queimavam para plantar a safra seguinte, por causa dos maquinários que tinham. Não gostei.
Nos EUA, visitei o produtor Harry Young, que já plantava no sistema de plantio direto havia dez anos.
Vizinhos dele plantavam no chão coberto com palha. Fiquei eufórico, convencido de que ali estava a solução para o meu problema.
Encomendei uma semeadora própria para plantio direto. A máquina chegou ao Brasil em outubro de 1972.
LOUCO
Quando me viram plantando soja sobre a palha do trigo, os vizinhos me chamaram de louco. Até agrônomos e institutos de pesquisa se posicionaram contra mim. Chegaram a atear fogo à palha que deixei sobre o solo.
Surpreendentemente fui bem, com quase 30 sacas por hectare. Parte da safra chegou a ser embargada pela PF, pois um agrônomo denunciou que a soja era ilegal.
Em 1973, o preço do diesel disparou com a crise do petróleo. Passaram a se interessar pelo que fazia, porque o plantio direto economiza combustível, pois não é preciso fazer o preparo do solo.
Foram aparecendo herbicidas que matavam só as invasoras e máquinas mais eficientes para cortar a palha e fazer o plantio. Em 1977, já colhia 50 sacas por hectare. E o solo ficava mais fértil.
Aos poucos, colegas foram aderindo ao sistema.
Tenho certeza de que é possível, com o plantio direto, recuperar áreas degradadas. Não destruímos mais a terra, conseguimos construi-la.
Vão me homenagear com título de doutor. Eu que nem tenho diploma universitário. Sinto-me honrado e feliz.

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/05/1273348-tachado-de-louco-agricultor-de-sc-revolucionou-plantio-no-brasil.shtml>. Acesso em: 04 mai. 2013. (Folha de São Paulo)

quarta-feira, 1 de maio de 2013


Matéria-prima para o biodiesel

Para quem está interessado em produção de biodiesel, o estudo do tema pelo Engenheiro Agrônomo Francisco de Brito Melo, livro intitulado “Sistema de produção de mamona consorciada com feijão-caupi: matéria-prima para o biodiesel” (http://vendasliv.sct.embrapa.br/liv4/consultaProduto.do?metodo=detalhar&codigoProduto=00082240), editado pela Embrapa, é uma excelente referência. O óleo da mamona (Ricinus communis L.) é o mais versátil da natureza, de utilidade comparável à do petróleo, nas palavras do Chefe-Geral da Embrapa Meio-Norte, Valdemício Ferreira de Souza. O cultivo da mamona consorciada com o feijão-caupi (Vigna unguiculata L. Walp), ainda de acordo com Souza, é uma das fontes alimentares mais importantes e estratégicas para as regiões tropicais e subtropicais do mundo. Fica a sugestão.


Feedstock for biodiesel

For those interested in biodiesel production, the study of the subject by Agronomist Francisco de Brito Melo, book entitled "System for production of castor intercropped with cowpea: feedstock for biodiesel" (http://vendasliv.sct.embrapa.br/liv4/consultaProduto.do?metodo=detalhar&codigoProduto=00082240), edited by Embrapa, is an excellent reference. The castor oil plant (Ricinus communis L.) is the most versatile of nature, utility comparable to petroleum, in the words of the Chief General of Embrapa Meio-Norte, Valdemício Ferreira de Souza. The cultivation of castor intercropped with cowpea (Vigna unguiculata L. Walp), yet according to Souza, is one of the most important food sources and strategies for tropical and subtropical regions of the world. It is a suggestion.